NOTÍCIAS
10/02/2026 13:45
Reajuste de medicamentos a partir de 1º de abril deve variar de 1,9% a 4,6%
O cálculo foi feito a partir dos fatores moderadores divulgados pela CMED; setor aguardava números desde outubro
O reajuste de preços de medicamentos, que passa a valer a partir de 1 de abril, deverá variar entre 1,9% e 4,6%. O cálculo foi feito a partir dos fatores moderadores divulgados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O fator de produtividade (fator x) será de 2,683%. O valor do fator Y (preço relativo entre setores) foi equiparado a zero. Embora ainda não divulgado, o outro fator, batizado de Z, também deverá ser equiparado a zero. Os fatores serão aplicados à variação do IPCA.
Embora a variação de 12 meses ainda não esteja completa, é possível fazer algumas projeções. Desta forma, contabilizados os valores atuais, os produtos que enfrentam maior concorrência, os de nível 1, terão reajuste estimado de até 4,6%. Os que integram o mercado de concorrência intermediária, classificados como nível 2, terão uma previsão de aumento em torno de 3,25%. Já aqueles de nível 3, que são os de menor concorrência, terão aumento máximo estimado em até 1,9%. Os produtos de nível 2 são os mais numerosos.
O mercado de medicamentos tem os reajustes definidos pela CMED. A regra vale para quase todos os produtos, com exceção de fitoterápicos, remédios homeopáticos e isentos de prescrição com alto índice de concorrência. O reajuste ocorre uma vez por ano.
Os valores estabelecidos, contudo, fixam apenas o teto. “É comum que o consumidor encontre medicamentos com desconto sobre o valor
do preço máximo”, afirmou ao JOTA o secretário executivo da CMED, Mateus Amâncio. Ele observa que o teto de preços impede aumentos excessivos.
A divulgação dos fatores moderadores é aguardada desde outubro. O presidente do Sindusfarma, Nelson Mussolini, havia afirmado ao JOTA que, sem as informações, a indústria não conseguiria fazer o planejamento para 2026, a partir do segundo trimestre.
Fonte: Jota